quinta-feira, 20 de junho de 2013

As férias.

As férias são sinónimo de pausa.

Pausa do trabalho. Pausa na rotina. Pausa na vida corrida e pausa na monotonia. Pausa na escrita, sem dúvidas.

O regressar é sempre estranho. É difícil habituar-nos à "nossa" rotina de novo, à "nossa" casa, aos "nossos cheiros", à "nossa vida"...

É como se nunca mais vivêssemos uma só vida, num só sítio. Estamos divididos para sempre, dois corações.

E quando a rotina, a vida (ou parte dela, sinto que o meu dia só começa realmente quando vejo aquele sorriso, aqueles olhinhos rasgados, tão felizes por me verem), para onde regressamos é tão vazia o sentimento é pior. É de ansiedade, de ansiedade esmagadora... Porque sentimos o tempo, os nossos "bons" anos a escaparem-se por entre os nossos dedos e sentimos que não fizemos nada, que não temos porque nos levantar de manhã...

Acho que finalmente percebi. Não sou eu, não é ele, e não é, definitivamente, ela. É isto. É este trabalho que me afunda, que não me satisfaz, que me faz pensar na nulidade, no insucesso.

E temos que fazer alguma coisa em relação a isso.