Esta blusa foi o resultado duma decisão pós-maternidade: arriscar e comprar padrões novos.
Ao início achei-a horrível. Agora, adoro-a! Adoro as flores, as cores, a transparência, e principalmente a gola.
É gira, não é?
É duma marca Lola&Lisa, or something... Também há por aí?!
Até breve,
Mi♥
terça-feira, 4 de setembro de 2012
A maternidade mudou-me.
Muito.
Como eu não estava à espera, como não me pude preparar, como não pude preparar os outros.
Aquilo que eu gostava antes, agora é aborrecido. Aquilo que eu detestava antes, agora parece-me interessante.
Consigo viver bem com todas as mudanças. Excepto uma. Ele. Ou eu em relação a ele.
Casámos cedo, porque assim quisémos. Porque viviamos neste amor conto-de-fadas, porque não queriamos passar um só dia sem o outro.
Sempre tivémos altos e baixos. Pricipalmente porque a sabedoria popular não é assim tão sábia. Opostos atraem-se? Bem, talvez. Mas isso não significa que sejam perfeitos um para o outro.
A perfeição é trabalhada, é feita de concessões, de mudanças, de amor, compreensão e paciência.
Nós eramos perfeitos imperfeitos e eu gostava assim.
Quando descobrimos que éstavamos grávidos, eu chorei. Ele riu.
E eu sonhava, ingenuamente, expectante, com o pai "perfeito". Eu seria a mãe que cuida. Ele seria o pai que brinca.
Mas, como tudo na minha vida, as coisas não correram como eu queria. Como eu planeava, como eu sonhava. Sei que sou demasiado promenorizada. Consigo até cheirar as fragrâncias nos meus sonhos. E peço demais. De mim especialmente, mas também dos outros. E crio expectativas altas. Não. Altíssimas. Para mim especialmente, mas também para os outros. Crio personagens perfeitas, com atitudes perfeitas, com diálogos perfeitos. Que depois não vivem senão na minha imaginação. E ele não é o pai perfeito. Perfeição como "eu" expectava...
Isso pode explicar a pergunta que me assola mais frequentemente, durante estes meses: why is he so annoying? Porquê?!
Porque é que as piadas que me faziam doer a barriga de tanto rir, já não têm graça?
Porque é que a descontracção que me fazia sorrir, agora me irrita?
Porque é que todos os miminhos, os beijinhos, todo o amor, já não me fazem "borboletas na barriga"?
E o contrário também se aplica! Os meus hábitos, antes queridinhos e fofinhos, agora são apenas uma grande desorganização! O meu feitio, antes fofinho e queridinho, agora é apenas insuportável!
Diz-se por aí que um filho testa o relacionamento e expôe a sua verdadeira natureza: se no fundo era estável, torna-se mais forte. Se no fundo era franzino, desaba.
Ou é mais uma das 234.589 fases da maternidade e vai acabar por passar?
Fazendo a ponte entre "o casal" e "agora somos três" pode ser maravilhoso, divertido, emocionante.
Mas também pode ser exasperante, cansativo, preocupante.
Mais uma vez, sou eu que exigo demais? Como é possível que este amor imenso se metamorfoseou de borboleta a lagarta?
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
As férias
Detesto "não saber as linhas com que me coso".
E desde que cancelámos a viagem a Sicília por causa da alergia ao Sol da M. ando a "panicar" com destinos de férias...
Se, por uma, é porque me sinto esgotada e a ambicionar um recomeço, também acho que umas férias a três é exactamente aquilo que precisamos, muito. Neste momento.
Primeiro foi o calor que me logrou os planos. Depois foram os exames. Agora é a indecisão quanto ao preço, quanto ao destino, quanto às datas... Humpf!
E isto deu cabo de mim. Sim, deu. (ok, ok, sou sincera... ainda dá, mas tento pôr essa vozinha na minha cabeça em mute, o mais que consigo!)
Independentemente do destino, estas serão as melhores férias que já fizemos. São as nossas primeiras férias a três! Qualquer dia "banal", qualquer sítio "banal" vai ser repleto de magia, de descobertas, de risos, de abraços, de festinhas, de miminhos, de soninhos a três... Joy, pure joy!
O cenário vai ser só isso mesmo: cenário. Paisagem.
O que conta somos nós, as personagens. A viver os mais maravilhosos dos dias. Nem que fossem ficar em casa todo o dia na cama, nas *nossas* brincadeiras... :)
O resto é paisagem.
E desde que cancelámos a viagem a Sicília por causa da alergia ao Sol da M. ando a "panicar" com destinos de férias...
Se, por uma, é porque me sinto esgotada e a ambicionar um recomeço, também acho que umas férias a três é exactamente aquilo que precisamos, muito. Neste momento.
Primeiro foi o calor que me logrou os planos. Depois foram os exames. Agora é a indecisão quanto ao preço, quanto ao destino, quanto às datas... Humpf!
E isto deu cabo de mim. Sim, deu. (ok, ok, sou sincera... ainda dá, mas tento pôr essa vozinha na minha cabeça em mute, o mais que consigo!)
Independentemente do destino, estas serão as melhores férias que já fizemos. São as nossas primeiras férias a três! Qualquer dia "banal", qualquer sítio "banal" vai ser repleto de magia, de descobertas, de risos, de abraços, de festinhas, de miminhos, de soninhos a três... Joy, pure joy!
O cenário vai ser só isso mesmo: cenário. Paisagem.
O que conta somos nós, as personagens. A viver os mais maravilhosos dos dias. Nem que fossem ficar em casa todo o dia na cama, nas *nossas* brincadeiras... :)
O resto é paisagem.
Dieta take #3 (e fim-de-semana)
Resolução de fim-de-semana: ao fim-de-semana, esquecer a dieta!
De outra forma, a comida/pecado nem nos sabe bem com o nó de auto-acusação na garganta... E já que estamos a pecar, ao menos que valha a pena!
É que sexta-feira é "ceia" com amigos, Sábado ao almoço falta de vontade de cozinhar, Sábado à noite, saída com amigos, Domingo casa da mami (com todas as coisinhas boas que temos direito), e Domingo à noite, filmes e .... pipocas, obviously!
Claro que este fim-de-semana já seguiu a nova resolução e foi gelado, muffins de chocolate, pipocas, bolinho, broa com chouriço, camarões ao alho, e tudo e tudo e tudo...
Vá, as porções não foram muito grandes (desculpa para mim mesma). E esta semana já volto às racionalizações. Nada de arrozinho, nada de batatinha, nada de massinha, nada de paõzinho... E sucres, claro! ;)
A ver se para a semana (antes do fim-de-semana!!!) já me peso e das duas, três, ou mando tudo às urtigas, ou ataco a dieta com mais força, ou mantenho igualita... ;)
We'll see, we'll see...
De outra forma, a comida/pecado nem nos sabe bem com o nó de auto-acusação na garganta... E já que estamos a pecar, ao menos que valha a pena!
É que sexta-feira é "ceia" com amigos, Sábado ao almoço falta de vontade de cozinhar, Sábado à noite, saída com amigos, Domingo casa da mami (com todas as coisinhas boas que temos direito), e Domingo à noite, filmes e .... pipocas, obviously!
Claro que este fim-de-semana já seguiu a nova resolução e foi gelado, muffins de chocolate, pipocas, bolinho, broa com chouriço, camarões ao alho, e tudo e tudo e tudo...
Vá, as porções não foram muito grandes (desculpa para mim mesma). E esta semana já volto às racionalizações. Nada de arrozinho, nada de batatinha, nada de massinha, nada de paõzinho... E sucres, claro! ;)
A ver se para a semana (antes do fim-de-semana!!!) já me peso e das duas, três, ou mando tudo às urtigas, ou ataco a dieta com mais força, ou mantenho igualita... ;)
We'll see, we'll see...
Walking on sunshine...
She walks.
Anda mesmo, à séria. Sozinha, daqui para ali. Dali para aqui.
Sem mãos dadas, sem que tenhamos que a chamar, sem bambolear (muito!) dum lado para o outro.
Anda determinada, convicta de si, como quem tem apenas em foco o alvo.
Tudo o resto é "barulho"... Não interessa, não merece que paremos para ver.
A mamã tem muito que aprender com ela. Tem tem... Para já, aprende a ter orgulho... Muito orgulho!
E tristeza... Sim, tristeza.
A M. tem 10 meses. Dez meses apenas. Na minha mente de mãe novata, uma criança com dez meses de vida é um bebé. E ponto.
Um bebé indefeso, que depende de nós para tudo, que não entende o que lhe dizemos, que ri involuntariamente, que adormece ao colo, que é sossegadinho, um bebé.
E a M. não é nada disso. E deu o primeiro passo rumo à independência. Independência de mim, do pai, da avó. Já não precisa de nós para ir onde quer chegar. Sabe bem o que quer, o que gosta e o contrário também é verdade. Entende muito bem o que lhe dizemos. Principalmente o "não". E obedece, às vezes.
Não dorme ao colo, mas isso também nunca o fez... ainda tinha esperança que o viesse a fazer. Tinha.
Até as feições deixaram-se-lhe de ser de bebé... são mais de menina. Duma menina linda, que eu amo cada vez mais... Mas não da minha bebé. Que dei como garantida, como eterna e agora cresceu... E o tempo não volta atrás.
Lições? Aprendo uma: o tempo passa. Mesmo. A uma velocidade estonteante.
Se deixarmos aquela brincadeira para amanhã, ela/ele já não acharão tanta piada.
Se deixarmos aquele miminho para amanhã, ela/ele já terão vergonha dos amiguinhos.
Se deixarmos aquele beijinho, aquele "boa noite", aquele "amo-te" para amanhã, ela/ele já terão ido viver a sua vida.
Os momentos são para ser vividos no momento.
Anda mesmo, à séria. Sozinha, daqui para ali. Dali para aqui.
Sem mãos dadas, sem que tenhamos que a chamar, sem bambolear (muito!) dum lado para o outro.
Anda determinada, convicta de si, como quem tem apenas em foco o alvo.
Tudo o resto é "barulho"... Não interessa, não merece que paremos para ver.
A mamã tem muito que aprender com ela. Tem tem... Para já, aprende a ter orgulho... Muito orgulho!
E tristeza... Sim, tristeza.
A M. tem 10 meses. Dez meses apenas. Na minha mente de mãe novata, uma criança com dez meses de vida é um bebé. E ponto.
Um bebé indefeso, que depende de nós para tudo, que não entende o que lhe dizemos, que ri involuntariamente, que adormece ao colo, que é sossegadinho, um bebé.
E a M. não é nada disso. E deu o primeiro passo rumo à independência. Independência de mim, do pai, da avó. Já não precisa de nós para ir onde quer chegar. Sabe bem o que quer, o que gosta e o contrário também é verdade. Entende muito bem o que lhe dizemos. Principalmente o "não". E obedece, às vezes.
Não dorme ao colo, mas isso também nunca o fez... ainda tinha esperança que o viesse a fazer. Tinha.
Até as feições deixaram-se-lhe de ser de bebé... são mais de menina. Duma menina linda, que eu amo cada vez mais... Mas não da minha bebé. Que dei como garantida, como eterna e agora cresceu... E o tempo não volta atrás.
Lições? Aprendo uma: o tempo passa. Mesmo. A uma velocidade estonteante.
Se deixarmos aquela brincadeira para amanhã, ela/ele já não acharão tanta piada.
Se deixarmos aquele miminho para amanhã, ela/ele já terão vergonha dos amiguinhos.
Se deixarmos aquele beijinho, aquele "boa noite", aquele "amo-te" para amanhã, ela/ele já terão ido viver a sua vida.
sábado, 1 de setembro de 2012
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