terça-feira, 7 de maio de 2013

Comentários que viram posts #1

Porque este mundo da blogosfera é mesmo assim uma troca e reposição de ideias anónima, há certos comentários que me dizem tanto que merecem ser transformados em posts.

Foi o caso deste artigo (já nem digo post porque é palavra simples demais para descrever tanta lucidez e lógica).

Se entendo que pode ser cansativo ter um trabalho a "full-time" e ainda assim chegar a casa e tomar conta da criançada, também acrescento que "quem corre por gosto não cansa".

Talvez seja demasiado cansativo para alguns homens tomar conta dos seus pequenos, mas não o é ir para a garagem "biscanar" qualquer coisa. Ou tratar do jardim, ou andar de mota, ou qualquer outra coisa que lhe dê PRAZER. Ora, tomar conta do seu filho devia ser o que lhe dá mais PRAZER, ainda mais visto que já ficou "10 a 12 horas" fora de casa, sem lhe pôr a vista em cima.

É natural que esta perspectiva não seja tão linear assim todoooos os dias. Há dias em que até eu, como mãe (mas há mesmo diferença entre mãe e pai?! é um mais que o outro?), chego a casa e só quero estar quietinha no sofá, sem andar de gatas no chão a correr atrás duma miúda de 18 meses. Aí é que entra o pai. E vice-versa.

Tudo requer equilibrio, divisão de prazeres e muito amor. Com amor, nada é realmente uma tarefa.

Tenho a sorte de ter alguém ao meu lado que não usa desculpas como "tu és a mãe, portanto esta é a tua tarefa". Quando é preciso, vai. À noite, nos raros casos da M. acordar às três da manhã aos berros, vamos os dois à vez. Se ela não se calar só com a reposição da chupeta, ficamos lá os dois.
Eu dou-lhe o jantar, porque gosto, ele dá banho quase sempre, porque prefere. Brincar? Brincamos os dois. Educar? Educamos os dois. E amar? Amamos muito, os dois.

Ah! E já nem falo muito da amamentação, porque à conta de perspectivas como "a amamentação é a MELHOR coisa do mundo" e "se não amamentares és um ovo podre" sofri durante três meses. Chorei baba e ranho sempre que a M. acordava para mamar e sofria quando olhava para o relógio e via a hora da próxima "rodada" a aproximar-se. Será que isso é realmente o melhor para a criança?
Graças a Deus que desisti da ideia e passei para o biberão. E foi aí que comecei a aproveitar e desfrutar a experiência por completo!

O momento de afeição, carinho e amor de alimentar a minha filha? Tive-o sempre que quis. Ela estava nos meus braços, enconstada ao meu peito, a olhar para mim. Isto sim é a relação que se cria entre mãe e filh@.

Pais? São os dois. Um carregou-@ dentro de si durante 9 meses, o outro carregá-l@-á para sempre também.



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nova(s) conquista(s)

Chamares "chata" à mamã...

Linda conquista sim senhor (not)!

Pois é, miss M. descobriu a fala.E numa semana, começaste a dizer muitas palavras novas. A palavra preferido é ... não. Já dizes um "não" muito perfeitinho e repetes sem conta, até nos levares à exaustão. Tudo é "nãaaaoooo". Assim um "nãooo" fofiiinhhooo, com olhinhos de gato das botas a acompanhar.

Dizes cão, água, chocolate!!!, o teu nome, creche... E entendes tudo, tanto em Português, como em Francês. Acontece que, quando não te convém, finjes-te de despercebida e, muito lentamente, viras a cabeça para o lado, olhando de soslaio... (E eu adoro!!!)

Também formaste a tua primeira frase: papá, anda cá!


Já estás uma crescida, minha pinipon...





E a modos que (é) foi isto.

A demanda pelo segundo vestido para o casamento que acontece daqui a 15 dias, já começou.

E acabou (Wishful thinking!!!)!

Depois de uma "hora de almoço" de quatro horas (quem vai ser despedida, quem vai?!) e muuuuuiiiitaaaaa roupa experimentada, aqui ficam os top (que são quase todos... ahah).

O preferidinho! Adorei. E ainda está reservado...
Largo! Opa, mas a Mango anda a passar-se nos números?! Isto é um S!

Segundo preferidinho...
Muito largo, mas sooo girly!

O top é lindo, mas .... this is not mi. ;)
Butterflies! Também muito largo... E era o S.
Hm, este preço não me agradou. 99€ por um 2º vestido é demais. Até para mim.

Sexy little black dress! ;)


Muito formal?

Largooooo!!! Não tenho boobies!!! Noooo!
Ahaha Sexy tigresse... Not mi. ;)

Apesar das várias opções, não houve nenhum que me fizesse "o coração bater mais forte" (e silenciar a vozinha de fundo na minha consciência, do R., a dizer "não gastes dinheiroooo, não gastes dinheiroooo"..).

Reservei o amarelinho, que foi o que me encheu mais as medidas (embora não o tenha comprado logo porque tenho uma laranja quase quase igual - o tecido é igual, o corte é o mesmo, só que tem alças - e não queria ouvir o R. "é igualzinhoooo ao outro!!!"). 

Depois dum "giro" na Zara (thumbs down!) e outro na H&M, este peplum pink fez-me mesmo arregalar os olhos! As fotos não lhe fazem justiça (que cor é esta?!), mas o tecido, o corte, o peso (sim, é mesmo pesado), a renda, os acabamentos, são lin-dos!

Foto nos provadores da H&M.



O que mais gosto são as sandalinhas crocs...


O preçoooo!!!


Tanto mãe como irmã não me deixaram vir embora sem ele. (será porque já estavam era fartas de tanto "tira roupa, põe roupa"??? Naaaa. Afinal somos do mesmo sangue.)


Claro que depois faltava a saia. E eu não queria o mesmo look peplum+saia+justinha de sempre (já tenho umas três saias e dois vestidos assim).

O que eu queria meeeeeeesmo era isto:


Esta menina chama-se Sydne e tem o blog SydneStyle. Super recomendo!
Ela criou três looks com o tal peplum da H&M, sendo este o mais sofisticado. ;)

E pronto, a saia já vem a caminho de terras de Sua Majestade e já tenho clutch e sapatinhos pretos a combinar.

Mesmo assim, a minha mente ainda foge para o tal amarelinho...

What do you think? Fiz bem em trocar yellow por pink?! :)

(Epa, este blog anda mesmo "fútil"! Valha-me-Deus-o-que-um-casamento-faz-a-uma-pessoa!!!)

























Remembering...

Eu fui aquela grávida que chegou à médica na primeira consulta e lhe disse "quero uma cesariana programada. E mais nada."

Mas tive azar e a mulher respondeu-me "cala-te que disto quem sabe sou eu e vais ter parto normal com epidural e mai nada".

Ela é uma despachada e viu através dos meus receios que eu só não queria sofrer.

Eu também sou uma ratazana. (Are you a man or a rat?) Da pior espécie. Da espécie de ter a criança que fazer-se vir ao mundo à força - aka, engravidar por acaso - para finalmente ser mãe porque nunca quis encarar o parto. 

Eu ainda teimei umas quantas vezes com a médica, mas ela respondia-me sempre que, se eu só não queria sofrer, não havia razão nenhuma para não ter parto normal, que o parto normal não é sinónimo de dor, que a cesariana não é sinónimo de não-dor, que a dor era para as mulheres de antigamente que não tinham outro remédio, que o parto era a coisa mais naturalíssima do mundo e que qualquer mulher está preparada para aquilo.

E 9 meses depois, lá fui eu ter a M. de parto normal. Com epidural claro e foi programado porque a médica não ia estar na cidade na semana da DPP.

Às 21h entrei, disseram-me que só ia ter a miúda umas 24 horas depois, às 3h da manhã já sentia umas dorzitas assim incomodativas, já tinha 4 dedos de dilatação, às 5h as águas rebentaram sozinhas e senti muitas dores, até chegar o anestesista (apetecia-me beijá-lo) e eu não sentir mais dorzinha nenhuma. Never again! Senti tudo o resto... Até conseguia andar!!! Menos as dores. Espectáculo!

Não sei se foram as drogas ou o meu pânico a transformar-se em excitação, mas fiquei tão eufórica com o parto (a miúda acabou por nascer depois de três "puxos", às 8h30, depois duma médica com olhos remelosos me dizer "eiii mas esta criança só devia nascer à noite!") que só pensava em ter outro filho para viver tudo de novo!!! Às 12h já fui tomar banho sozinha e nem levei pontos... ;)

Sentia-me fresca que nem uma alface e pude apreciar os momentos iniciais com clareza e sem querer esganar a miúda por causa das dores...

Ok, talvez eu tenha tido muita sorte, MAS, assim como há aqueles relatos medonhos de partos, também há os, como o meu, maravilhosos! E não foi nada floreado, a sério... Se há alguma razão para eu engravidar segunda vez, é o parto.

O remédio é confiar nos BONS profissionais de saúde... E remédios - drugs ON!!!

Fashion but not fashionista

Eu costumava ligar muito a marcas.

Era sacrilégio entrar numa "loja local" ou que uma peça de roupa não tivesse uma etiqueta a dizer, no mínimo, Zara, Mango, Landior ou Victoria's Secret. Ai de alguém sugerir a C&A, a Bershka ou a H&M! blerc!

Eram outros tempos, outras carteiras a desembolsar e sobretudo, outra mentalidade (minha, claro está!). E outros namorados.

Desde que o R. entrou na minha vida, passei a ver o mundo com outros "óculos" (mais baratos ;)) e deixei-me de algumas mariquices.

A H&M é a minha melhor amiga e dói-me o estômago quando vejo os preços/qualidade de Zaras, Mangos e cia.

E sabem que mais? Sou fashion, anyway. 

Sim, eu sei que isto soa super mal quando é dito pela própria. Mas é a verdade. Desde que se tenha bom gosto e um bom "olho prá coisa" uma pessoa safa-se (e muito bem!) com muito menos.

Quem olha para mim pensa que devo ganhar 8.876€ por mês para usar tantas roupas diferentes todos os dias, sem repetir durante algumas semanas. Já ouvi isso algumas vezes... Assim como "ganhas o prémio de most fashion mummy of the year!" Sabe tão bem ouvir - e, faslsas humildades à parte, gabar-se disso!

E não é só pela quantidade. Tudo parece bem caro e exquisite. E é. Poucas ou muitas coisas, bem combinadas, de qualidade e bem cuidadas, fazem toda a diferença.

E não preciso duma carteira LV, que custa 5.000€ para me sentir fashion. Que, convenhamos, nem são as coisas-mai-lindas-deste-mundo!

Não digo que não gosto de coisinhas bem acima do preço que o R. gostaria que eu pagasse. Porque gosto. Ele até diz que eu gosto sempre do que é mais caro. 

Mas já fui mais assim. Já fui mais fashionista e aquela pessoa que "tem de mostrar a etiqueta da roupa para ser aceite". Epa, mas cansei-me. É que o dinheiro é meu.
E se gasto mais x€ em panitos só por causa duma etiqueta, são menos x€ que posso gastar em coisas para a M., ou em jantares com amigos, ou em viagens. E, convenhamos, os panitos não valem assim tanto.

Fashion sim. Fashionista, not so much.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Amusez-vous bien!

And this is Brussels!

Enjoy.

You are more beautiful than you think.

Esta é uma daquelas campanhas que não deixam ninguém indiferente.

Sempre gostei dos spots publicitários da Dove, principalmente por não mostrarem a idealização utópica duma mulher alta, mais que magra, com roupas de "grife" como a máxima de beleza. Mostram uma beleza comum, corrente, mais próxima a 90% da população, saudável, feminina.

Antes de ter a M. o meu peso máximo foi 52kg. E eu achava que, com o meu 1.60m isso era ser gorda. Não. Era ser muito gorda. 
Porque não tinha as pernas de canivete das modelos, ou porque não era lisa como uma tábua como a Carrie do Sexo e a Cidade, ou porque os meus olhos não eram nem castanhos nem verdes. E porque o meu nariz fica torto quando me rio. E porque os meus dentes não são brancos como a neve. 

A gravidez (pronto, pronto, eu!) engordou-me 23kg. Perdi 16 desses 23 kg e a maternidade mudou-me.
Mudou-me ao ponto de com 59kg, 1.60m, com estrias, celulites e outras cenas indesejáveis, me sentir bem na minha pele. A pele de alguém que tem um cabelo bonito, que tem uma figura desejável, que atraí, que tem uns lábios vermelhos, cheios e uns olhos amendoados, doces e penetrantes.

Mudei o guarda-roupa e desta vez não quis saber de tamanhos e marcas. Escolhi coisas que se adequavam a mim, que destacavam os meus pontos fortes e minimizavam as "imperfeições". Parei de me comparar a acrtizes de Hollywood ou miúdas do "Disney Channel" e comecei a olhar a beleza natural, a verdadeira, à minha volta.

Parei de me focar em números numa balança e, ao invés disso, olhei-me no espelho como se fosse outra pessoa. E gostei do que vi.

Ainda assim quis perder alguns kilinhos para a roupa me assentar melhor. Perdi 2kg, sem loucuras, só com uma alimentação mais saudável. O pé no gesso fez-me perder mais 2. E continuo a sentir-me bem.

Desde que continue a avaliar aquela pessoa no espelho, que não sou eu, continuarei a sentir-me bem. Quando me aperceber que afinal, aquela desconhecida de sorriso nos lábios, sou mesmo eu.