segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sleep deprived mom

Desde as quatro semanas de vida da M. que não sei o que é dormir menos de 6h seguidas... 
Isso explica a minha cara de zombie quando passo por uma noite como a de ontem... 
O R. com uma intoxicação alimentar, ia de hora a hora ao wc vomitar. A M. chorava com pesadelos/dores/ou-sei-lá-o-quê!

Só sei que tentei tudo com ela... Ficar a adormecê-la na caminha dela. Resultou. Dez minutos depois de eu estar na minha cama, choradeira de novo. 
Fiquei a adormecê-la no meu colo e depois pu-la na caminha dela. Resultou, mas de novo uns quinze minutos depois, o "canto da sereia" recomeçava...

Trouxe-a para a nossa cama, mas a miúda não parava quieta e rodou tanto (inclusive passando por cima de mim e do pai) que ia caindo da cama, de cabeça no chão! :O
Foi para a caminha dela de novo. Mais umas quantas visitas ao quarto dela (até do pai porque eu já estava de cabeça à roda e ele teve pena minha, coitado) e finalmente, de madrugada, lá veio para a nossa cama sossegada... Claro que ficou a dormir muito bem na casa da vóvó até às tantas!!! E o pai foi ao trabalho mas voltou para casa, também agora a dormir...

Ou seja, quem tem que ficar aqui a ver-se-ninguém-nota-que-apenas-tenho-os-olhos-abertos-mas-estou-mentalmente-a-dormir, sou EU... Aiiiiii!!!! Que sonoooooo!!! E ainda por cima tenho a inscrição da miúda na creche hoje... 
Será que consigo sobreviver a este dia? 
 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Brand new life

Há dois anos atrás faziam-se malas e bagagens, verificavam-se bilhetes, documentos, moradas e percursos, faziam-se despedidas sentidas com lágrimas nos olhos e promessas de um breve "até já".

Chegámos com apenas duas malas, com um hotel por três dias, apenas com a reunião para assinar o contrato marcada, sem saber que por sorte (falta dela) reservámos o hotel no pior bairro da cidade. 

Chegámos com muitas incertezas e apenas poucas certezas: onde estivéssemos, estaríamos juntos. O que fizéssemos  faríamos juntos. E o que decidíssemos, decidiríamos juntos. 

Em três dias apenas a nossa vida mudou. Novo trabalho, novo apartamento, novo banco, nova cidade, novo país. Nova língua, novos desafios, novos caminhos, novos gostos e sabores, novos sentidos. 

E começávamos assim os dois (sem saber que a M. já vinha bem escondidinha connosco) este novo capítulo da nossa grande aventura juntos...

Nem todos os dias parece o mais acertado, nem todos os dias a saudade é disfarçada, mas como aprendi contigo "se estivermos juntos podemos não estar contentes todos os dias, mas todos os dias seremos felizes, para sempre".

Tens razão, meu amor...



Para sempre. 




sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Há dias...

em que o trânsito belga me deixa louca...

Hoje é o dia.





E nem fotografei as piores situações...

Por exemplo, demorar-se 1 HORA (sim, 60 MINUTOS) para fazer 4km não é de deixar uma pessoa a balançar-se para a frente e para trás, espumar da boca e arrancar cabelos?! 
Se calhar está na hora de calçar uns sneakers.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Track changes

I HATE TRACK CHANGES!!!

Arrrrrrghhhh!!! 
Devo ir agora na revisão número 100 do mesmo documento... Shoot me now.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

To creche or not to creche

A M. está com a minha mãe desde os 3 meses e meio de vida.
Felizmente, a mesma vida que me tirou o chão de debaixo dos pés, me fintou os planos e me trouxe a M. mais cedo do que previsto, também fez o milagre de trazer os meus pais e irmã para perto... E assim a M. pode ficar com eles...

Assim, ela está há exactamente um ano com a minha mãe e irmã... A minha mãe trabalha "em casa" de manhã e os planos da minha irmã estão on hold até Setembro. Ainda assim, sabendo da difícil tarefa que é encontrar uma creche aqui, começei a demanda...

E encontrei. Uma vaga numa das creches públicas, com excelentes condições. A 2 min da casa dos meus pais, 15min do meu trabalho... Tem um jardim enorme, fica numa rua cheia de árvores verdes, e a creche ainda com cheiro a novo... As puéricultrices (educadoras) dividem-se entre jovens, cheias de ideias e mais velhas, queridinhas...


Mesmo assim, decidi que não. A M. iria ficar com a minha mãe e irmã até Setembro. Em Setembro logo iria para a creche. Em Setembro ia em full-time. Em Setembro iria conseguir uma creche como esta. Em Setembro é mais do que tempo suficiente antes da entrada para o jardim escola (maternelle aos 3 anos) para se habituar ao ritmo e regras. Em Setembro teria mais tempo para me habituar à ideia. Em Setembro daria mais tempo à minha irmã para ir ganhando mais algum dinheiro (contando o que eu lhe pagaria). Em Setembro a minha mãe teria mais tempo para se habituar à ideia. E aqui estão as duas verdadeiras razões. A minha irmã e a minha mãe. Não penso no que a M. precisa. Penso no que será mais vantajoso para a minha irmã e no que será menos doloroso para a minha mãe.

Se a M. precisa desesperadamente de ir para a creche porque-se-não-será-um-bicho-do-mato-que-não-sabe-socializar-e-que-não-gosta-de-brincar-ou-fazer-qualquer-outra-actividade-em-grupo-ou-será-uma-criança-que-precisará-de-apoio-extracurricular-porque-não-foi-para-a-creche-e-portanto-não-sabe-fazer-contas-de-dividir-aos-3-anos-e-meio? Não! Não! e Não!!! Ela É uma criança feliz, desenvolvida, que anda desde os 10 meses, que diz um monte de palavras novas, que sabe como faz o cão e o gato e o pássaro e o cavalor e o porco e a vaca, que sabe cantar algumas músicas da Galinha Pintadinha e sabe (muito bem, demais até) pedir quando quer ouvir a "inha", que sabe identificar o papá, a mamã, o vôvô e a vóvó (e sim, percebe-se bem a diferença), a tátá, a dá (a amiga Daniela), e principalmente que é muito, mas muito feliz!

Mas será que ela não precisa de ser mais criança ainda? E deixar de brincar com as panelas e os tachos e abrir gavetas de meias e começar a brincar com outros meninos?

Na Segunda-feira (depois de ter ligado essa manhã a dizer "não, obrigada ela vai só em Setembro porque isso me acalma mais o coração") tivemos outra visita a outra creche. E sabem que mais? Não havia nenhuma criança na creche, todas já tinham regressado a casa. Mas a M. Adorou. Adorou os brinquedos, adorou o espaço, adorou a atenção, adorou o jardim... Chorou para vir embora. Se estivesses lá outras crianças desconfio que tinha que a trazer de arrastão pelo chão enquanto ela se tentava agarrar ao cimento no chão.

Sim, não vai ser sempre assim. Sim, claro que ela vai adorar os primeiros dias e chorar quando o que é novidade perder o interesse. Mas depois da adaptação feita, sei que ela vai continuar a adorar... Os amiguinhos, a atenção, as historinhas, as danças e cantorias, os desenhos, as aulas de culinária, os dias de piscina no jardim, a horta, as brincadeiras... E o carinho, o afecto, os miminhos, os abracinhos e os beijinhos da mamã, da vovó, da tatá? Esses estarão lá sempre... à espera que ela chegue da sua nova aventura.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pópópópópó póó póó

True story...



Aliás, a Galinha Pintadinha destronou qualquer Adele, Linkin Park, Muse ou Christina Perri que tentassem fazer-nos companhia às refeições!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Primeiro post de 2013

O que escrevo espelha aquilo que me vai na alma.
Mas às vezes a minha alma fica tão transparente que não há nada que possa espelhar.

Não, não é quando estou triste. Aí a minha alma fica negra, bordeaux, castanha, azul escura, roxa... E consigo espelhá-la. Muito bem até. 

Nem é quando estou entusiasmada. Aí fico rosa, verde mint, laranja, violeta, azul céu e todas as cores do arco íris. Ao mesmo tempo. Também consigo espelhar isso.

Mas é quando estou naturalmente feliz, em paz, sem altos e baixo, que a minha alma se torna branca, pálida, transparente. E não tenho o que espelhar.

Estes dias (tantos) têm sido assim: naturalmente felizes. De viagens, risadas ao Sol, almoços entre amigos, descidas enfiados num saco do lixo azul pela neve, despedidas de amigos que "vão só ali ao lado", sorrisos traquinas de bebés de 15 meses, planos para o futuro próximo e longínquo... Tudo isto sem grandes ups ou downs.

Até hoje. Ou melhor, ontem.

Ontem a minha alma ficou escura, muito escura... E todos os tons de cinzento, roxo, castanho, azul escuro puderam ser espelhados nas minhas lágrimas, na minha apatia, na minha vontade de estar sozinha, adormecer e esquecer aquelas horas.

O que aconteceu? Nada. A M. fez as mesmas birras, em frente às mesmas pessoas com ar de "coitadinha da mãe, aquela miúda é o demo" e/ou "a culpa é dos pais que não são demasiado firmes e a deixam à vontadinha", viu os mesmos desenhos da Galinha Pintadinha para comer sem grandes filmes gregos, chorou as mesmas lágrimas de todos os dias quando a deitamos, pediu o mesmo leitinho que bebe invariavelmente à noite, dormiu a mesma noite inteirinha...

O que aconteceu foi em mim. Fui eu que estava farta, farta, por um momento. Fui eu que não tive paciência para o choro de birra/sono e esqueci as "tretas" todas de parentalidades positivas e afins e lhe dei umas boas três palmadas à séria, fui eu que tive vontade de desaparecer do mapa e imigrar para uma ilha tropical onde fosse a única habitante, fui eu que me arrependi de ter tido filhos pensando "és LOUCA por equacionar outro", fui eu que senti a angústia de uma verdade que é só e tão minha: não ser uma boa mãe. Não ser a mãe que gostaria de ser. Não saber o que fazer... Não ser equilibrada e positiva. E arrastá-los comigo...

Passou. Hoje estou de novo mais transparente. Mais lúcida, pelo menos. Mas não, não vou dizer que hoje estou satisfeita por ter tido a M. Hoje não. Hoje vou-me arrepender e pensar que a vida seria tão fácil a dois apenas...


Ou pelo menos até chegar até ela, ver o seu sorriso traquina e ouvi-la a chamar "mamã"...